A implacável demissão da repórter após a licença maternidade: “Globolixo”, um misto de perplexidade e preconceito

É cada vez mais evidente a hipocrisia dos que vivem de narrativas ideológicas, mas não têm a mínima vontade de colocar suas falsas morais em prática.

A Rede Globo de Televisão mostrou, mais uma vez, que toda a sua narrativa diária sobre combate a preconceitos só vale mesmo para os outros. A prova foi a demissão da jornalista Marcela Mesquita, da TV Vanguarda, afiliada da Globo no Vale do Paraíba, região do interior do estado de São Paulo.

Marcela, que já havia sido afastada das reportagens em 2017, segundo ela, por estar acima do peso, agora acaba de ser demitida, ao voltar da licença-maternidade.

A repórter, que deu à luz em dezembro do ano passado, lamentou o fato em suas redes sociais, publicando um texto na plataforma Instagram, e demonstrou uma certa perplexidade com a notícia:

“Depois de cinco meses de dedicação total à maternidade, hoje chegou o dia de voltar ao trabalho. Estava ansiosa. Dei um beijinho na minha filha no berço e disse: ‘Marina, mamãe vai trabalhar e volta logo’. E não é que voltei pra casa antes do que eu imaginava? … Quando fui afastada da reportagem por estar acima do peso, foram os meus amigos que não me deixaram cair. Os de lá e os de cá. Vocês que acompanham o meu trabalho também me ajudaram nessa caminhada mandando mensagens de carinho e mesmo não me vendo na TV, continuaram comigo. Obrigada.”

Pois é … a Globo que “cospe regras” dia e noite, pregando o respeito à mulher, às mães, aos gordinhos e aos magrinhos, e assim por diante, parece seguir uma outra cartilha na hora em que a água começa a bater no queixo.

O fundo do poço parece cada dia mais profundo, mas ao mesmo tempo mais próximo!