Concursados das policias Civil e Militar protestam e cobram Tião Viana: “Acre precisa de segurança”

Na manhã desta sexta-feira (18), cerca de 150 aprovados nos concursos da Polícia Militar e Civil fizeram um ato de protesto na Praça da Revolução em frente ao Comando-Geral da Polícia Militar e no Senadinho em frente à Secretaria de Gestão Administrativa do Estado do Acre, no centro de Rio Branco, pedindo o posicionamento do governador Tião Viana em relação à convocação dos cargos dos concursos realizados há 1 ano.

Segundo os aprovados no certame, todos os planejamentos já estão prontos e o corpo técnico aguarda a finalização e convocação para dar início ao curso de formação.

De acordo com Seir Alexandre, um dos aprovados no concurso para soldado da PM, o Acre precisa de novos policiais nas ruas já que a violência por causa da guerra entre facções voltou a assustar os acreanos.

“Nós já estamos com o concurso a mais de um ano, desde quando começamos a estudar para prova, já tivemos gastos com os exames, que foram quase R$ 800 reais, sendo que tem pessoas desempregadas, outras já deixaram o emprego para estar ingressando na carreira militar e até então nós não tivemos nenhuma resposta de quantos serão chamados e nem a homologação do concurso. Eles sempre falam sobre a Lei da Responsabilidade Fiscal, dizem que o Estado não tem dinheiro para chamar os novos 500 contratados da PM e Civil. Queremos ser chamado para ajudar a população, pois nossa sociedade ela está precisando de segurança, chamando mais policiais estarão contribuindo para segurança do estado”, disse.

Iago Cavalcante, aprovado no concurso da Polícia Civil, afirma que o governo tem alegado que já ultrapassou o limite dos gastos que Lei de Responsabilidade Fiscal permite e por isso a demora na convocação dos aprovados. Ele conta que os manifestantes cobram o que é de direito deles.

“Nós estamos aqui na qualidade de concursando e como também cidadãos, pedimos mais segurança pública. O governo falou que a Lei de responsabilidade fiscal já chegou no limite e não tem como contratar a gente agora, estamos cobrando o que é de direito nosso”.

O ato de manifestação começou em frente ao Comando-Geral e seguiu até o Senadinho, onde representantes foram ouvidos pela secretária da SGA.

Se o governador não der um posicionamento, os ameaçam manifestantes fechar as ruas do centro de Rio Branco