Desembargadoras recebem representantes da aldeia indígena Morada Nova da Cidade de Feijó

A presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargadora Denise Bonfim, recebeu em seu gabinete, nesta quinta-feira (12), representantes da aldeia indígena Morada Nova. O encontro foi promovido pela coordenadora estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, desembargadora Eva Evangelista, que tem abrangido a campanha a qual coordena, aos povos indígenas.

O encontro teve a finalidade de verificar a possibilidade de o Poder Judiciário Acreano levar o Projeto Cidadão até a localidade, para ajudar os moradores a exercerem seus direitos na questão de cidadania.

Localizada no município de Feijó, uns dos locais menos populosos do Estado e distante cerca de 360 km de Rio Branco, a aldeia enfrenta dificuldade em receber certos atendimentos básicos, mesmo situada a poucos metros da área urbana de Feijó.

A desembargadora-presidente ouviu atentamente os questionamentos dos indígenas e concordou com a necessidade da equipe do Projeto Cidadão promover uma ação no local. Porém, ela frisou que, para a realização da atividade, é também necessário ajuda e colaboração de outros entes públicos, devido a crise econômica que assolou o país e tem obrigado vários órgãos a reduzirem gastos.

“Para nós do Tribunal de Justiça é uma grande satisfação poder levar esses serviços de cidadania à população carente, mas devido a crise econômica tivemos de frear algumas atividades, mas estamos buscando parceria de outros entes públicos para que essas ações continuem sendo promovidas. Estamos fazendo todo o esforço possível para isso”, comentou a presidente.

 

Ela também destacou a satisfação pelo envolvimento da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar nas causas indígenas e se colocou à disposição para ajudar a colaborar no que for possível, principalmente na ajuda para trazer equipes do Hospital Sírio-Libanês para executar nova ação de saúde e cidadania, a pedido dos visitantes.

 Cumprimento de pena na aldeia

O cumprimento de pena na aldeia por alguns moradores também foi comentado durante a reunião. O líder indígena Carlos Brandão expôs o contentamento em o juiz Alex Oivane, titular da Vara Cível da Comarca de Feijó, determinar que a parte condenada cumpra pena na própria aldeia, sob fiscalização da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do cacique.

“Temos apenas que parabenizar o Tribunal de Justiça, e nos alegrar com essa aproximação tão importante. As portas foram abertas para conhecermos melhor nossos direitos e fortalecer a nossa cultura”, comentou Brandão.

A vereadora Terezinha Moreira também participou da visita e expôs vários problemas enfrentados não somente pelos povos indígenas da Aldeia Morada Nova, mas de todos os moradores de Feijó.

A desembargadora Eva Evangelista também enfatizou o compromisso da Instituição em promover o bem da sociedade, oferecendo os melhores serviços, e assegurando os direitos dos cidadãos.

Uma reunião foi agendada com a Diretoria de Gestão Estratégica, responsável pelo Projeto Cidadão, para levantar as possibilidades da execução da ação na aldeia.