Depois de mais de dois anos de deixar o mandato e se afastar da política por questões de saúde, o ‘xerife Walter Prado’ foi absolvido por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no processo que era acusado de captação ilícita de sufrágio no transporte de eleitores para o município de Tarauacá, durante as eleições 2010.

Walter Prado chegou a ser absolvido pela corte do Tribunal Regional Eleitoral do Acre, mas o Ministério Público Eleitoral recorreu e pediu novamente a condenação no TSE, que considerou que o acervo de provas colhidas pela Polícia Federal “não se mostra apto a embasar condenação prevista no art. 41-A da Lei número 9.504/97”.

Segundo os ministros do TSE, “não há elementos nos autos a indicar a finalidade eleitoral da doação, ficando evidenciado apenas que o oferecimento do nem em questão decorreu da relação de amizade existente entre o candidato e o beneficiado”, diz a decisão da corte, ao desprover o recurso impetrado pelo MPE.

Os autos do processo revelam que todas as provas obtidas por meio do ato ilegal praticado durante a abordagem das pessoas que estavam no ônibus interceptado pela Polícia Federal, “bem como as dele derivadas, não poderiam ter sido utilizadas como prova neste procedimento”, já que foram obtidas através de denúncia anônima.

O processo revela que as testemunhas podem ter sido coagidas para incriminar o ex-deputado Walter Prado. “Foi devidamente comprovado que a prova produzida no curso das investigações, máxime a de cunho testemunhal, foi totalmente viciada, encontrando total contradição com a prova judicial colacionada nos autos”.

Walter Prado ganhou notoriedade ao comandar uma força tarefa de combate à criminalidade nas ruas de Rio Branco. O ‘xerife’ como ficou conhecido pela população, foi eleito duas vezes deputado estadual e se afastou no segundo mandato para tratar um câncer. Prado venceu a doença e pensa em voltar ao cenário político do Acre.

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