Fluminense de Marcão já mostrou que “sabe sofrer”, como costuma dizer o treinador. Mas, convenhamos, tem horas que não tem necessidade. Como no último domingo. Contra um Bragantino fragilizado por estar poupando os titulares para a semifinal da Sul-Americana, o Tricolor fez o que se esperava dele e tomou conta do jogo. Produziu para golear, principalmente no primeiro tempo, mas venceu só por 2 a 1 com direito a apreensão nos minutos finais

Para um time que cria, a receita para evitar sofrimentos é simples: aproveitar as chances para “matar o jogo”. E é nisso que o Fluminense de Marcão ainda peca e foi assim que já perdeu oito pontos em partidas que estavam “sob seu controle”neste Campeonato Brasileiro. Diante do Bragantino, com um Luiz Henrique para lá de inspirado, o time abriu 2 a 0 nos primeiros 45 minutos e poderia ter feito mais. Foram 10 finalizações contra só duas do adversário e seis chances de gol.

Além da bola na rede de Fred e do golaço de Luiz Henrique, o próprio garoto perdeu uma oportunidade na área ao chutar para fora ao invés de rolar para Caio Paulista no meio, aos 25. Três minutos depois, foram duas chances no mesmo lance: um chute cruzado de Calegari que bateu na trave, e uma linda finalização de Yago no rebote para defesa de Júlio César. E aos 32 teve ainda um contra-ataque em que Yago ficou no mano a mano com o zagueiro, só que finalizou em cima dele.

Mais um gol e definiria o jogo, praticamente. Mas o Fluminense não fez o terceiro, voltou do intervalo mais uma vez muito recuado e deixou o Bragantino crescer. Antes mesmo do golaço de Helinho, sem chance alguma de defesa para Marcos Felipe, Gabriel Novaes perdeu uma grande oportunidade na bola aérea, no único momento em que Nino e Luccas Claro bateram cabeça. E o Fluminense só voltou a jogar após as entradas de Gabriel Teixeira e Bobadilla.

Foi quando saiu o gol de Gabriel Teixeira milimetricamente anulado pelo VAR e mais duas grandes oportunidades: uma com Nonato em chute da entrada da área após corta-luz de Biel, aos 42; e a bomba de André por cima do travessão aos 45. Ao todo, o Fluminense terminou com 16 finalizações e oito chances de gol, contra sete e duas do Bragantino. Mas como não “matou o jogo”, por mais que o adversário não tenha assustado mais, o Tricolor sofreu psicologicamente com receio de repetir o roteiro contra o Cuiabá. Só de não ter cometido pênalti depois de três partidas seguidas já ajudou.
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