Quando se planeja o orçamento doméstico, as despesas fixas são os primeiros itens da planilha de custos. O gasto com a conta de energia faz parte do rol das despesas que todo trabalhador tem de pagar mensalmente. Desde setembro do ano passado, o boleto da conta de luz vinha trazendo uma taxa extra de R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Essa cobrança tem relação com o bandeiramento de escassez hídrica.

Desde o último sábado (16), essa medida, que encarece os custos da energia elétrica, deixou de ser cobrada. A redução estimada pelo governo nas contas de luz para o consumidor é de cerca de 20%. Isso será possível porque, com os reservatórios de quatro das cinco regiões do país mais cheios, é possível, ao operador do sistema elétrico nacional, dispensar o uso de termelétricas, que têm custo maior do que o das hidrelétricas.

Apenas os reservatórios da Região Sul estão baixos, devido à estiagem que atinge a região.
Já havia uma previsão de que a bandeira de escassez hídrica, patamar mais alto já adotado pelo governo, terminaria no final deste mês. A medida, no entanto, acabou sendo antecipada em cerca de 15 dias.

A tarifa extra foi aprovada em meio à crise hidrológica que afetou o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país em 2021. As usinas são a principal fonte geradora de energia elétrica no país. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o Brasil enfrentou, em 2021, “a pior seca já registrada na história”.

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