Um dos líderes do MDB no Acre, ex-presidente regional da sigla, João Correia, afirmou à reportagem da Folha do Acre na manhã desta terça-feira (20) que é possível que a sigla volte ao grupo de Gladson Cameli, embora considere a possibilidade difícil.

Ao falar da possibilidade do MDB voltar a apoiar o progressista Gladson Cameli, João negou, no entanto, que saiba da existência de qualquer canal de diálogo com o pré-candidato ao governo pelo PP.

“Tudo é possível, embora ache difícil. Descoheço”, frisou ao ser questionado sobre o canal de diálogo.

João Correia, que já havia usado as redes sociais para minimizar a “perda” do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, que descumpriu as orientações do MDB e declarou apoio a Gladson, voltou atrás, reconheceu a importância de Ilderlei, mas afirmou que pior seria se tivessem perdido Vagner Sales.

“Uma perda é sempre uma perda. Não vamos subestimar o fato do Ilderlei ser prefeito da segunda maior cidade do Acre. Mas perderíamos muito mais se ficássemos sem o Vagner Sales”, diz.

Questionado sobre o que realmente acha da pré-candidatura de Ulysses Araújo, João Correia se limitou a responder que, de acordo com as pesquisas internas, o candidato aparece bem.

Ao ser perguntado se a suposta boa colocação de Ulysses Araújo seria suficiente para o MDB caminhar em um campanha com o pré-candidato, João demorou a responder e depois disse que o rompimento não teve a ver com o pré-candidato que apareceu há poucos meses com apoio dos liberais acreanos.

“A decisão do MDB não teve nenhuma ligação com o rumo a tomar. Você pode observar na nota que a palavra que usados é que MDB se afasta. Não é que rompe ou larga. A direção do MDB tem muita responsabilidade nas questões que trata. Se tivéssemos como certo seguir Ulysses teríamos tido. É evitar “toldar” a água para depois bebê-la”, frisa.

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