O técnico Abel Braga comemorou muito o título do Fluminense com o empate em 1 a 1 diante do Flamengo no Maracanã neste domingo. O time tricolor havia vencido o primeiro jogo da final por 2 a 0. Emocionado ainda no gramado, ele foi festejado pelos jogadores e recebeu muitos elogios de Ganso, que destacou a boa relação como fundamental para o seu desempenho na decisão.

Na coletiva após a conquista, o treinador não deixou de retribuir os elogios e agradeceu a dedicação dos seus comandados, além do apoio da arquibancada:

– Hoje, novamente em número inferior, vocês viram o que os torcedores transmitiram de energia para a equipe. Não ficamos 10 dias treinando, é o quarto jogo de três em três dias. Os caras se superaram. Tem quarta de novo e depois sábado novamente. E lamentavelmente a Conmebol parece que está no mundo da lua. Amanhã tenho de sair do Leblon para ir no clube fazer teste de Covid-19 para o jogo de quarta (contra o Oriente Petroleiro, da Bolívia, pela Copa Sul-Americana). Quero dormir! Quero esfriar a cabeça um pouco! Para vocês (jornalistas) deve ser ruim também, não param, deixam de ter vida pessoal. Mas não vou me estressar hoje não, estou muito feliz e muito agradecido aos meus jogadores. – disse.

Ele explicou as orientações para conseguir bater o rival da Gávea:

– Tínhamos a vantagem. Jogamos marcando o Flamengo alto, tocando, segurando, em alguns momentos dando velocidade, e procurando sempre tirar o espaço do Flamengo que é um time muito forte – disse o técnico.

Abel comemora título do Fluminense com Cano — Foto: André Durão

Abel comemora título do Fluminense com Cano — Foto: André Durão

Sobre a nova conquista do Estadual 10 anos de o Fluminense ter vencido o campeonato pela última vez, justamente sob o seu comendo, Abel afirmou:

– Aqui tudo começou para mim. Era um menino, que morava na Penha, estudava, classe média meia baixa, mas fui aprendendo muito, com meu primeiro treinador, uma série de pessoas, até que chega aquele momento profissional que tem de deixar o sentimento um pouco de lado. Fui para o Vasco, que é um grande clube, seleção brasileira, Paris Saint-Germain… Mas isso não quer dizer esquecimento. A relação com o tricolor é muito forte. Não sou e nem quero ser unanimidade, isso não existe em lugar nenhum, mas tenho certeza que a torcida do Fluminense gosta muito de mim, da mesma maneira que os amo.

O técnico falou também sobre a relação com Cano:

– Trabalhei com ele três meses no Vasco. Posso te garantir, não pelos gols que tem feito porque lá também cansou de fazer gol, mas eu não tinha visto o Cano tão feliz como nesse momento. Uma relação muito boa de grupo. Lá ele me chamava, como todo uruguaio, argentino, de “prof”. Aqui ele me chama de Abelão. Então é porque está à vontade, tranquilo, deve estar orgulhoso porque o maior ídolo do clube está no banco para ele no momento, futebol é assim, então acho que nada mais justo que uma grande homenagem para ele.

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