O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, deputado Raimundinho da Saúde (PODE) denunciou na manhã desta quarta-feira (13), que os deputados foram proibidos de entrar no Hospital das Clínicas. A ordem teria partido da superintendente da Fundhacre, enfermeira Juliana Quintero, que ordenou aos recepcionistas que não permitisse que os parlamentares acessassem as dependências da maior unidade de saúde do Estado.

“Quando eu cheguei na recepção fui informado por uma das moças que fazem o acolhimento na Fundação, que a superintendente Juliana ordenou que os servidores não permitissem a entrada de deputados, porque eles estava fazendo política dentro do hospital. Eu liguei para ela e perguntei: que porcaria é essa? O papel do deputado é fazer política e do gestor é gerir bem as unidades de saúde. Estou aqui fazendo meu papel de fiscalizar”, disse Raimundinho da Saúde.

O parlamentar informa que a gestora pediu o nome dos membros da comissão de saúde para permitir que eles tivessem acesso ao hospital. “Os deputados estão sendo impedidos de trabalhar. Fui ao hospital visitar um doente que está passando por sérias dificuldades naquela unidade de saúde. Essa é uma prerrogativa dos deputados que está sendo tolhida pela gestora do hospital público que quer impor suas vontades”, ressalta Raimundinho da Saúde.

O deputado Jenilson Leite (PCdoB) disse que a situação “é grave essa decisão de não permitir a entrada de um parlamentar nos ambientes hospitalares. As regras de funcionamento dos hospitais devem ser respeitadas, mas de forma nenhuma um parlamentar, sobretudo o presidente da Comissão de Saúde, pode ser barrado. Ele se identificou, mesmo assim não permitiram sua entrada. Eu solicito que a Mesa Diretora da Casa tome providências nesse caso”, destaca.

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